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	<title>Yôga em Porto Alegre</title>
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	<description>(51) 3330-7156 &#124; Escola Moinhos de Vento</description>
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		<title>Uma anomalia chamada Yôgaterapia</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 17:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yôga]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O problema é que isso não é Yôga.&#8221; Existe uma moda do mundo moderno: transformar coisas em terapia. Talvez porque as pessoas estejam exagerando a dose no esquecimento da própria saúde e do próprio bem-estar, aí então passam os anos iniciais da vida, da adolescência e da fase adulto-jovem estragando o organismo com bebidas alcoólicas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 100px; background: #f93; color: #fff; font-weight: bold; float: left; text-align: center; padding: 20px; margin: 0 10px 2px 0; font-size: 15px; line-height: 1.2em;">&#8220;O problema é que isso não é Yôga.&#8221;</div>
<p>Existe uma moda do mundo moderno: transformar coisas em terapia. Talvez porque as pessoas estejam exagerando a dose no esquecimento da própria saúde e do próprio bem-estar, aí então passam os anos iniciais da vida, da adolescência e da fase adulto-jovem estragando o organismo com bebidas alcoólicas, cigarros, alimentos pesados e viscosos, para depois se arrependerem e precisarem de uma terapia qualquer. As mulheres despertam para a própria saúde mais cedo, os homens geralmente só após o primeiro enfarto. Lembre-se da frase que batizou um de nossos principais livros há algumas décadas: <strong><em>Faça Yôga antes que você precise!</em></strong></p>
<div style="width: 100px; background: #f93; color: #fff; font-weight: bold; float: right; text-align: center; padding: 20px; margin: 0 0 2px 10px; font-size: 15px; line-height: 1.2em;">&#8220;Yôga não visa resolver as mazelas do trivial diário, mas sim a grande equação cósmica da evolução.&#8221; (DeRose)</div>
<p>Certa vez, uma aluna me expôs a sua genuína dúvida em relação ao fato de rechaçarmos a confusão entre Yôga e terapia. Ela deve ter lido diversas vezes na parte distorcida da imprensa que Yôga é terapia. Com certeza não é! Terapia é ótima, mas não tem nada a ver com Yôga: terapias ou tratamentos são uma ação para remediar problemas de saúde. <strong>Yôga é cultura</strong>, é filosofia de vida e arte. Não visa resolver mazelas, mas sim a grande evolução humana. Definitivamente, forte demais para ser terapia.</p>
<p>Música virou musicoterapia; cheiros foram abraçados pela aromaterapia; as cores agora estão na chromoterapia. Agora estão fazendo isso com a filosofia, criando uma vertente de <strong>Yôgaterapia</strong>. <strong>O problema é que isto não é Yôga</strong>, são técnicas açucaras <span style="text-decoration: underline;">inspiradas</span> no Yôga, cozidas, desnutridas, enfraquecidas com papinha sem sal para idosos, gestantes e pessoas portadoras de problemas psíquicos. Yôga de verdade é cultura, arte e filosofia, é voltado para pessoas que querem ter mais qualidade de vida e absorver a coisa inteira, e não só fragmentos esfarelados da mesma.</p>
<p>No filme <em>Patch Adams</em>, estrelado por Robin Williams, conhecemos o médico que ficou famoso por defender uma medicina mais humana e que aparece como um sujeito que tenta curar os pacientes com o riso. Contudo, parece que ele próprio tem algumas ressalvas quanto a esta imagem. O Patch Adams da vida real foi entrevistado no programa Roda Viva em 2007, e nessa entrevista ele fala sobre o termo &#8220;terapia&#8221;: &#8211; <em>&#8220;[...] quero corrigir a idéia de que rir seja uma terapia. Também nunca penso em música como terapia, nem em arte, nem em dança. Nunca precisam da palavra “terapia”, que é pequena para ajudar. A arte não precisa de ajuda da palavra “terapia”. É a cultura humana. </em><strong><em>Não fazemos terapia de cultura. Se estamos saudáveis, fazemos cultura</em></strong><em>.&#8221;</em></p>
<p>Precisa dizer algo mais? Faça Yôga antes que você precise. Não se faz Yôgaterapia. Se faz Yôga.</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="data" value="http://www.youtube.com/v/TwH56O766qU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TwH56O766qU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/TwH56O766qU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" data="http://www.youtube.com/v/TwH56O766qU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1"></embed></object><br />
Se o vídeo não estiver mais disponível no YouTube, acesse<br />
a <a href="http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/182/entrevistados/patch_adams_2007.htm" target="_blank">entrevista diretamente no site do Roda Viva, com o vídeo</a>.</div>
<p>Agradecimento ao Alessandro Martins, que mencionou esta entrevista <a href="http://eupraticoyoga.com/2008/06/17/patch-adams-sobre-a-palavra-terapia-rir-nao-e-o-melhor-remedio/" target="_blank">originalmente em seu blog</a>.</p>
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		<title>O Brasil está exportando cultura</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 16:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yôga]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Uni-Yôga]]></category>
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		<description><![CDATA[A coisa mais rara é a Europa comprar cultura do Brasil. Tivemos um filósofo brasileiro, falecido na década de 80, que era um verdadeiro gênio. Seu nome, Huberto Rohden. Escreveu mais de 60 livros, traduziu o Novo Testamento, traduziu também a escritura indiana Bhagavad Gítá, etc. Quando jovem ele esteve na Alemanha e, na época, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A coisa mais rara é a Europa comprar cultura do Brasil. Tivemos um filósofo brasileiro, falecido na década de 80, que era um verdadeiro gênio. Seu nome, Huberto Rohden. Escreveu mais de 60 livros, traduziu o Novo Testamento, traduziu também a escritura indiana Bhagavad Gítá, etc. Quando jovem ele esteve na Alemanha e, na época, escreveu um livro de filosofia em alemão impecável. Enviou a obra a um editor que a aceitou <em>incontinenti</em>. Mandou chamar o autor para firmar contrato de edição. No entanto, quando Rohden abriu a boca o editor percebeu tratar-se de brasileiro e voltou atrás, recusando-se a editar o livro. “De brasileiros nós não compramos cultura. Compramos só café”, disse o preconceituoso germânico.</p>
<p>Pois esse panorama está mudando graças, em grande parte, à atuação da Universidade de Yôga, fundada no Brasil há dez anos. Na verdade, esse trabalho já vem sendo desenvolvido na Terra de Santa Cruz há mais de 40 anos, sendo 30 junto às Universidades Federais e Católicas de vários estados. A Uni-Yôga é cada vez mais respeitada lá fora, e hoje Brasileiros estão sendo convidados sistematicamente para ir ensinar a célebre filosofia hindu na União Européia. A Universidade de Yôga está se expandindo rapidamente para países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e outros, para defender o bom nome da nossa terra no Velho Mundo.</p>
<p>O que proporcionou seu tão expressivo crescimento no Brasil e aceitação no resto do mundo foi o fato de que a Uni-Yôga ensina uma modalidade diferente de Yôga que não se enquadra nos estereótipos zen. Quem não conhece o assunto a fundo, supõe tratar-se de uma novidade. Na verdade, é uma antiguidade. Só é novo para quem desconhecia essa proposta de resgate do Yôga Pré-Clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Trata-se do tronco de Yôga mais antigo, o qual, certamente, é bem distinto da imagem ingênua que o consumismo ocidental atribuiu àquela tradição milenar, patrimônio cultural da Humanidade.</p>
<p>No início foi um pouco difícil fazer a Opinião Pública compreender que a interpretação habitual que ela conferia ao Yôga não se adequava ao nosso trabalho. Mas, finalmente, toda a opinião pública – e com ela, os jornalistas – começou a entender que professávamos um aspecto mais sério e profundo. Na verdade, esse foi um fenômeno que ocorreu de fora do nosso país para dentro. Primeiro nosso trabalho passou a ser respeitado lá fora, enquanto que no Brasil tínhamos de engolir deboches e difamações veiculadas por concorrentes que queriam comprar uma briga comercial. Não compreendiam que teriam de ficar brigando sozinhos, pois, primeiro, não fazemos um trabalho comercial; e, segundo, não somos concorrentes deles, pois trabalhamos com outro público, temos outra proposta. Aí, pouco a pouco, com a generosidade da Imprensa, começamos gradualmente a conquistar também dentro do Brasil o mesmo conceito que temos lá fora.</p>
<p>Hoje é de domínio público que se o interessado quiser praticar Yôga para benefícios pessoais, terapia ou misticismo não vai encontrar nada disso na Uni-Yôga. Mas se desejar aprofundar-se num estudo técnico e sério, orientado por profissionais dedicados, isso sim, ele encontrará na Universidade de Yôga, tanto no Brasil, quanto na Argentina, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha e outras nações.</p>
<p><strong><em>DeRose</em></strong></p>
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		<title>A Nossa Cultura (o problema de usar o nome &#8220;Yôga&#8221;)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 16:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yôga]]></category>
		<category><![CDATA[compreensão]]></category>
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		<description><![CDATA[Com quase 50 anos de trabalho na área de Yôga, cheguei à conclusão de que quando usamos o termo “Yôga”, as pessoas entendem qualquer coisa, menos Yôga. É como se, ao usar a palavra mágica “Yôga”, o usuário disponibilizasse um drive defeituoso para ler o arquivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com quase 50 anos de trabalho na área de Yôga, cheguei à conclusão de que quando usamos o termo “Yôga”, as pessoas entendem qualquer coisa, menos Yôga. É como se, ao usar a palavra mágica “Yôga”, o usuário disponibilizasse um <em>drive</em> defeituoso para ler o arquivo.</p>
<p>Para que ele consiga entender – mais ou menos – o que estamos dizendo, precisamos pedir que substitua a palavra Yôga por outra como Ballet, Violino, Pintura, Escultura, Aikidô, Capoeira, Golfe ou Ginástica Olímpica. Aí o interlocutor nos olha com uma indisfarçável perplexidade de quem acabou de despertar e, se for inteligente, percebe que estava sendo preconceituoso nas suas interpretações anteriores.</p>
<p>Isso ocorre quando alguém pergunta: “Mas o que é o Yôga?” Ora, alguém perguntaria o que é Golfe? No entanto, as pessoas sabem tanto sobre esse esporte quanto sabem sobre a nossa filosofia. Ou seja, nada! Apesar disso, ninguém pergunta o que é Golfe. Como pode, então, tanta gente perguntar sistematicamente o que é o Yôga se há mais de meio século esse tema está sendo abordado em todas as revistas, jornais e emissoras de televisão?</p>
<p>“Para que serve o Yôga?” Ora, alguém perguntaria para que serve Tênis, ou Dança de salão, ou Pintura, ou Escultura? Basta substituir a palavra Yôga pelo nome de alguma outra disciplina, arte ou modalidade esportiva e percebemos que o <em>drive</em> estava mesmo defeituoso e leu errado o conteúdo do arquivo.</p>
<p>Fenômeno idêntico se verifica quando este ou aquele indigna-se quando afirmo que o Yôga é para gente jovem (note bem: eu não insinuei que os mais velhos estivessem impedidos de praticar, mas apenas que não direcionamos o nosso trabalho à terceira idade). Contudo, se substituirmos a palavra Yôga, ninguém se melindra caso alguém declare que Ginástica Olímpica é para gente jovem.</p>
<p>A disciplina e a reverência observadas em uma escola de Aikidô são muito semelhantes às que se preconizam em uma escola de Yôga. Mas sendo ambiente de Yôga, tais atitudes são tachadas de misticismo. No âmbito das artes marciais, ao contrário, as mesmas atitudes são admiradas e elogiadas como exemplos de seriedade, ordem e bom comportamento.</p>
<p>O Mestre de Capoeira é respeitado em seu título, mas o Mestre de Yôga tem que amargar as insolências de certas pessoas que se sentem incomodadas com o nome da sua profissão, seu grau legitimamente conquistado, pessoas essas que recusam-se petulantemente a lhe conceder o mesmo tratamento que confeririam a um Mestre de Jangada ou a um Mestre de Karatê.</p>
<p>Ocorrem, às vezes, questionamentos ou cobranças que se fazem nas instituições de Yôga e que seriam descabidos numa escola de segundo grau, num curso de inglês ou numa academia de musculação. Há atitudes perpetradas por parte da opinião pública que não seriam admissíveis em qualquer outro ambiente, mas em se tratando de Yôga todos acham normal. Certa vez uma pessoa entrou em um estabelecimento de Yôga, pediu um livro, agradeceu e já ia saindo quando a recepcionista chamou-a e lembrou-a de que ela havia se es­quecido de pagar pelo exemplar.</p>
<p>– Ué! Tem que pagar?</p>
<p>– É claro que tem.</p>
<p>– Mas aqui não é Yôga?</p>
<p>– Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Você está le­vando um livro que tem o seu custo, foi adquirido da editora e está aqui para ser vendido.</p>
<p>– Não acredito que você não vai me deixar levar o livro.</p>
<p>– Você está brincando, não está?</p>
<p>– Ah! Vocês são muito comerciais! Pode ficar com o livro. Eu não quero mais saber desse Yôga e vou falar mal de vocês com todo o mundo.</p>
<p>Eu sei, você me diria que essa pessoa é psiquiatricamente perturbada. Concordo. Mas por que a mesma personagem não comete uma atitude dessas numa academia de aeróbica ou num curso de inglês? O mais chocante é que o tal “todo o mundo” a quem ela contar essa história, sendo público de Yôga, lhe dará razão e achará que errado estava o estabeleci­mento que não a deixou levar o livro sem pagar.</p>
<p>Uma das circunstâncias mais surrealistas é quando a Imprensa vem nos entrevistar sobre Yôga e não nos deixa falar de Yôga. Quer que respondamos perguntas sobre amenidades, celulite, terapia, misticismo, religião, zen e tudo o que o Yôga não é. Quando começamos a dissertar sobre o fascinante e expressivo universo do Yôga como uma cultura abrangente que está arrebatando o interesse de milhões de jovens em tantos países, proporcionando refinamento, aprimoramento pessoal e evolução interior, bem&#8230; aí o jornalista não escreve nada do que o entrevistado declarou e completa as lacunas por conta própria com os lugares-comuns que o editor-chefe lhe incumbira.</p>
<p>As pessoas entendem por Yôga algo que o consumidor faz dentro da sala de uma academia: uns respiratórios, umas técnicas esdrúxulas, uns relaxamentos. Eu entendo por Yôga toda uma <strong>cultura</strong> muito mais abarcante, que inclui tudo o que façamos no trabalho, no esporte, nos estudos, na arte, nas relações afetivas, no relacionamento social, na alimentação e nos hábitos de vida. Então, quando aludo ao Yôga, não estou me referindo à mesma coisa que meu interlocutor está escutando. Assim sendo, se as pessoas entendem por Yôga outra coisa, a solução é evitar esse termo para minimizar os mal-entendidos. De que chamar, então, isso que eu chamo de Yôga, mas que a população não entende dessa forma? Decidi denominar provisoriamente essa filosofia de “<strong>A</strong> <strong>Nossa</strong><strong> Cultura</strong>”.<strong></strong></p>
<p><strong><em>DeRose</em></strong></p>
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		<title>Sobre a figura do Prof. DeRose no cenário do Yôga</title>
		<link>http://www.yogaportoalegre.com/leitura/sobre-a-figura-do-professor-derose-no-cenario-do-yoga/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 05:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unidade Moinhos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yôga]]></category>
		<category><![CDATA[comendador]]></category>
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		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[DeRose é Doutor Honoris Causa, Comendador e Notório Saber por várias entidades culturais e humanitárias, Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil, Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História, e Conselheiro da Academia Latino-Americana de Arte. Tem quase 50 anos na profissão de educador e 24 anos de viagens à Índia, freqüentando durante essas estadas no país inúmeras escolas, mosteiros e outras entidades culturais, nas quais buscou aprimorar seu conhecimento da Filosofia Hindu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Fonte: <a href="http://www.uni-yoga.org/derose/sobre/">Uni-Yoga.org/DeRose/sobre/</a></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-39" title="comendador-derose" src="http://www.yogaportoalegre.com/wp-content/uploads/2011/02/comendador-derose.jpg" alt="" width="140" height="290" />DeRose é Doutor Honoris Causa, Comendador e Notório Saber</strong> por várias entidades culturais e humanitárias, Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil, Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História, e Conselheiro da Academia Latino-Americana de Arte. Tem quase 50 anos na profissão de educador e 24 anos de viagens à Índia, freqüentando durante essas estadas no país inúmeras escolas, mosteiros e outras entidades culturais, nas quais buscou aprimorar seu conhecimento da Filosofia Hindu.</p>
<p>Em 1960 DeRose começou a lecionar numa conhecida sociedade filosófica. Em 1964 fundou o Instituto Brasileiro de Yôga. Em 1969, publicou o primeiro livro (Prontuário de Yôga Antigo), que foi elogiado pelo próprio Ravi Shankar, pela Mestra Chiang Sing e por outras autoridades. Em 1975, já consagrado como um professor sincero, encontrou o apoio para fundar a União Nacional de Yôga, a primeira entidade a congregar instrutores e escolas de todas as modalidades de Yôga, sem discriminação. Foi a União Nacional de Yôga que desencadeou o movimento de união, ética e respeito mútuo entre os profissionais dessa área de ensino. Desde então, a União cresceu muito e conta hoje com centenas de escolas, praticamente no Brasil todo e instrutores na Argentina, Chile, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Itália, Havaí, Indonésia, Canadá, Estados Unidos, Austrália e outros países.</p>
<p>Em 1978, DeRose liderou a campanha pela criação e divulgação do Primeiro Projeto de Lei visando à Regulamentação da Profissão de Professor de Yôga, o qual despertou viva movimentação e acalorados debates de Norte a Sul do país. A partir da década de setenta, introduziu os Cursos de Extensão Universitária para a Formação de Instrutores de Yôga em praticamente todas as Universidades Federais, Estaduais e Católicas. Em 1980, começou a ministrar cursos na própria Índia e a lecionar para instrutores de Yôga na Europa. Em 1982, realizou o Primeiro Congresso Brasileiro de Yôga. Ainda em 82, lançou o primeiro livro voltado especialmente para a orientação de instrutores, o Guia do Instrutor de Yôga; e a primeira tradução do Yôga Sútra de Pátañjali, a mais importante obra do Yôga Clássico já feita por professor de Yôga brasileiro. Desafortunadamente, quanto mais sobressaía, mais tornava-se alvo de uma perseguição impiedosa movida pelos que sentiam-se prejudicados com a campanha de esclarecimento movida pelo Prof. DeRose. Em 1994, completando 20 anos de viagens à Índia, fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil e a Universidade Internacional de Yôga em Portugal. Em 1997, DeRose lançou os alicerces do Conselho Federal de Yôga e do Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga.</p>
<p style="text-align: right;">Leia mais na fonte: <a href="http://www.uni-yoga.org/derose/sobre/">Uni-Yoga.org/DeRose/sobre/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O que é o Yôga?</title>
		<link>http://www.yogaportoalegre.com/leitura/o-que-e-o-yoga/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 00:24:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Unidade Moinhos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yôga]]></category>
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		<category><![CDATA[Yôga para iniciantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi. [...] Os efeitos sobre os órgãos internos, sistema nervoso e endócrino, flexibilidade, fortalecimento, aumento de vitalidade e administração do stress fazem-se sentir muito rapidamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.yogaportoalegre.com/livros-e-outros-produtos-de-yoga-em-porto-alegre/"><img class="aligncenter size-full" title="Extraído do livro Tudo sobre Yôga" src="http://www.yogaportoalegre.com/wp-content/themes/marco2011/images/texto-livro-tudo-sobre-yoga.jpg" alt="Extraído do livro Tudo sobre Yôga" width="301" height="100" /></a></p>
<p><strong>O que é Yôga?</strong></p>
<p><strong><em>Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.</em></strong></p>
<p>Esta é a definição proposta pelo Prof. DeRose em vários congressos internacionais e que, afortunadamente, tornou-se uma das mais aceitas por todos os tipos de Yôga, os quais consideraram-na a única que abarca as propostas de todos.</p>
<p>Samádhi é o estado de hiperconsciência que só pode ser desenvolvido pelo Yôga. Samádhi está muito além da meditação. Para conquistar esse nível de megalucidez, é necessário operar uma série de metamorfoses na estrutura biológica do praticante. Isso requer tempo e saúde. Então, o próprio Yôga, em suas etapas preliminares, providencia um acréscimo de<br />
saúde para que o indivíduo suporte o empuxo evolutivo que ocorrerá durante a jornada; e provê também o tempo necessário, ampliando a expectativa de vida, a fim de que o yôgin consiga, em vida, atingir sua meta.</p>
<p>Os efeitos sobre os órgãos  internos, sistema nervoso e endócrino, flexibilidade, fortalecimento, aumento de vitalidade e administração do  stress fazem-se sentir muito rapidamente.</p>
<p>Mas para despertar a energia chamada kundaliní, desenvolver as paranormalidades e atingir o samádhi, precisa-se do investimento de muitos anos com dedicação intensiva.<br />
Por isso, a maioria dos praticantes não se interessa pela meta da coisa em si (kundaliní e samádhi). Em vez disso, satisfaz-se com os fortes e rápidos efeitos sobre o organismo e a saúde.</p>
<p>O Yôga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, articulações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc. através de técnicas corporais belíssimas, fortes, porém que respeitam o ritmo biológico do praticante. A prática completa do SwáSthya Yôga compreende oito tipos de técnicas (mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama) que vão atuar em oito áreas distintas, promovendo um aperfeiçoamento multilateral.</p>
<p><strong>O acento existe originalmente na palavra Yôga?</strong></p>
<p>O acento está claramente indicado, uma vez que a letra ô no sânscrito é sempre longa e fechada. As transliterações ocidentais convencionaram que as letras longas devem ser assinaladas com o acento. Este pode variar de uma convenção para outra, mas o que se observa é que o circunflexo foi adotado por um renomado autor indiano, Sri Purohit Swami, que escreveu Os aforismos do Yôga de Pátañjali, em inglês, e também pelo célebre autor Kastberger, que escreveu o Léxico de filosofía hindú, em castelhano. Ora, nenhuma das duas línguas possui o circunflexo e, apesar disso, ambos reconheceram a necessidade da sua presença na palavra Yôga.</p>
<p>Durante muitos anos não se aplicou o acento uma vez que ninguém ousou questionar isso. Primeiro, quem colonizou a Índia foram os britânicos que não tinham acentos em suas tipografias, mas possuíam um argumento intelectualmente muito persuasivo que era sua poderosa Armada. Segundo, no Ocidente conhecia-se bem pouco o sânscrito (na Índia eles não ligam a mínima se a transliteração para alfabetos ocidentais está correta ou não). Terceiro, há muito patrulhamento ideológico neste segmento e ninguém queria se expor a críticas, ainda que chegasse a estas mesmas conclusões.</p>
<p>Demonstração de que a palavra Yôga tem acento no seu original em alfabeto dêvanágarí:</p>
<p><a href="http://www.yogaportoalegre.com/wp-content/uploads/2011/02/demonstracao-acento-palavra-yoga-sanscrito-devanagari.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21" title="demonstracao-acento-palavra-yoga-sanscrito-devanagari" src="http://www.yogaportoalegre.com/wp-content/uploads/2011/02/demonstracao-acento-palavra-yoga-sanscrito-devanagari.jpg" alt="" width="500" height="149" /></a></p>
<p>BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA ESPANHOL:<br />
Léxico de Filosofía Hindú, de Kastberger, Editorial Kier, Buenos Aires.<br />
BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA INGLÊS:<br />
Aphorisms of Yôga, de Srí Purôhit Swámi, Faber and Faber, Londres.<br />
BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA PORTUGUÊS:<br />
Poema do Senhor, de Vyasa, Editora Relógio d’Água, Lisboa.</p>
<p>Se alguém declarar que a palavra Yôga não tem acento, peça-lhe para mostrar como se escreve o ô-ki-mátrá (ô-ki-mátrá é um termo hindi utilizado atualmente na Índia para sinalizar a sílaba forte). Depois, peça-lhe para indicar onde o ô-ki-mátrá ( ) aparece na palavra Yôga (). Ele aparece logo depois da letra y ( = ya), transformando-a em  = yô, longa. Em seguida, pergunte-lhe o que significa o termo ô-ki-mátrá. O eventual debatedor, se conhecer bem o assunto, deverá responder que ô é a letra o e mátrá traduz-se como acento, pausa ou intervalo que indica uma vogal longa. Logo, ô-ki-mátrá traduz-se como “acento do o”. Consulte o Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier-Williams, o mais conceituado dicionário de sânscrito, página 804. Então, mais uma vez, provado está que a palavra Yôga tem acento. A palavra SwáSthya (), por outro lado, possui um a-ki-mátrá () depois da letra v ou w ( = va ou wa), pois seu acento (crase de a+a,  = á) está na letra a.( = vá ou wá).</p>
<p><strong>Qual é o gênero da palavra Yôga?</strong></p>
<p><strong> </strong>Masculino. Quase todas as palavras sânscritas terminadas em a são masculinas. Isto deveria valer para a corruptela &#8220;ioga&#8221;, pois a regra da nossa língua para esses casos é preservar o gênero das palavras que forem incorporadas ao português.</p>
<p><strong>O Yôga e &#8220;a yóga&#8221; são coisas diferentes?</strong></p>
<p><strong> </strong>Sim, totalmente diferentes. São confundidas pelo leigo devido às semelhanças de escrita e pronúncia, como ocorre com Aikidô e Hapkidô, História e estória, balonista e baloeiro, canapé e canapê, esotérico e exotérico.<br />
Há diferenças marcantes quanto à época de surgimento, país de origem, proposta, metodologia e ao tipo de público.<br />
O Yôga (escrito sempre com acento circunflexo, com Y, pronunciado com ô fechado e no gênero masculino) é uma técnica dinâmica e lindíssima que surgiu na Índia há mais de 5000 anos.&#8221;A yóga&#8221; surgiu no Rio de |Janeiro, na década de 60 (está documentada no livro Hatha Yóga, a ciência da saúde perfeita, Caio Miranda, 1962, Editora Freitas Bastos, Rio de Janeiro).</p>
<p><strong>O Yôga é para gente jovem? Então, com mais de 40 anos, não posso praticar?</strong></p>
<p>Claro que pode. De fato, pode praticar com qualquer idade. Mas se você quer a verdade e não a versão açucarada para fins de exploração do consumidor, vai ter que aceitar o fato de que esta metodologia foi criada para gente jovem. Na época em que nossa Cultura surgiu, há mais de 5000 anos, a expectativa média de vida era de menos de 20 anos de idade. Muitos dos que adotavam o Yôga atingiam, a partir de então, uma longevidade notável. Mas analisemos o que é ser &#8220;jovem&#8221;.</p>
<p>Juventude é um conceito biológico e não cronológico. Tive muitos alunos jovens com mais de 60 e outros velhos com menos de 20. Não é jogo de palavras. Na verdade, só a você cabe decidir se está jovem ou não. E, caso não esteja, somente você poderá saber se isso é irreversível. Afinal, o Yôga não tem uma proposta de revitalização e de rejuvenescimento relativo?</p>
<p>O que precisa ficar bem claro é que o Yôga não é uma terapia e não é para a terceira idade. O Yôga proporciona saúde e vitalidade, mas se pessoas enfermas ou idosas tentarem praticar, terão que satisfazer-se com uma interpretação tão extremamente simplificada e adaptada que termina comprometendo a autenticidade e transformando-se numa outra coisa que não pode mais chamar-se Yôga, nem tem a mesma proposta.</p>
<p>O Yôga também não é para crianças. É para adultos jovens de 16 anos em diante.</p>
<p><strong>O Yôga tem algo a ver com religião?</strong></p>
<p>Não, nada. Uma das demonstrações cabais de que Yôga não interfere com a religião é o fato de que as Universidades Católicas do Brasil formam instrutores de SwáSthya Yôga, desde a década de 70. Tenho o privilégio de ter sido o introdutor desse curso e de ser seu ministrante desde então, em quase todas as Universidades Católicas, desde o Rio Grande do Sul até o Norte/Nordeste. Em termos teológicos o que caracteriza a religião é o dogma de fé. Não tendo dogmas, não pode ser religião. O Yôga não os tem.</p>
<p>Além disso, o Yôga Clássico tem bases Sámkhyas. O Sám-khya é uma corrente naturalista e que, em algumas fases históricas, chegou a ser qualificada, erroneamente, de materialista e ateísta, tal era a sua ausência de misticismo! Então, o Yôga autêntico não pode sequer alimentar misticismo algum. Consulte documentação no capítulo Bibliografia discriminada, no livro Tratado de Yôga.</p>
<p>Pessoas de todas as religiões praticam Yôga, inclusive padres e freiras católicos, pastores protestantes, judeus, budistas e xintoístas. Esse é o caso do Padre Haroldo J. Rham, que no livro Esse terrível jesuíta, da Editora Loyola, na página 138 aparece numa foto praticando sirshásana sobre um colchonete com o nosso logo da Universidade de Yôga.</p>
<p><strong>Se o Yôga não tem misticismo, de onde vem todo aquele espiritualismo e conceitos reencarnacionistas?</strong></p>
<p>O Yôga não aplica tais conceitos. O reencarnacionismo e o espiritualismo pertencem a uma outra filosofia indiana chamada Vêdánta. Várias outras correntes de pensamento indianas também adotam tais conceitos, mas não o Yôga puro pelo fato de este não possuir teoria especulativa. O Yôga é estritamente técnico. Fique atento: quando alguém se propuser a falar sobre Yôga, mas abordar temas teórico-especulativos ou doutrinários poderá estar ocorrendo equívoco ou má fé.</p>
<p>As pessoas confundem Vêdánta com Yôga por falta de informação. Esta confusão é encontrada em muitos livros de Yôga, especialmente quando o autor for adepto do Vêdánta. Na verdade, o Yôga não tem nem afinidade de origem com o Vêdánta. O Yôga Antigo, tanto o Pré-Clássico quanto o Clássico, era de linha Sámkhya. Ora, Sámkhya e Vêdánta são filosoficamente opostos entre si, já que o primeiro é naturalista e o segundo, espiritualista. Naturalista é a filosofia que atribui causas naturais a todos os efeitos. Espiritualista é a que atribui causas sobrenaturais.</p>
<p>A afinidade de origem do Yôga com o Sámkhya (e não com o seu oposto, o Vêdánta) encontra respaldo em toda a literatura séria sobre o assunto.</p>
<p>O próprio Bhagavad Gítá, que não é literatura de Yôga nem de Sámkhya, associa o Yôga com o Sámkhya, e não com o Vêdánta, ao declarar: &#8220;Yôga é poder. Sámkhya, conhecimento. Quem possui Yôga e Sámkhya, nada mais tem a conquistar.&#8221; Até o dicionário Aurélio concorda: &#8220;<em>Yôga é a prática da filosofia Sámkhya.</em>&#8221; Excelente definição!<br />
Yôga e Sámkhya, juntos, são denominados sanátane dwe, que significa &#8220;as duas mais antigas&#8221; ou &#8220;as duas eternas&#8221;.</p>
<p><strong>E sobre a existência de gurus no Yôga?</strong></p>
<p>O termo guru aqui no Ocidente ganhou uma conotação de mestre influente, mentor respeitado, pessoa que orienta ou aconselha (Dicionário Houaiss). Acontece que na Índia, guru não tem forçosamente esse sentido e sim, simplesmente, o de professor de qualquer disciplina. Eu mesmo tive lá um guru de música, um guru de línguas e um guru de filosofia. Então, a palavra em si é um termo bem despretensioso. Assim sendo, no correto sentido hindu, sim, qualquer instrutor de Yôga, de escola primária, de idiomas, de qualquer disciplina é um guru. Mas no sentido popular, não, SwáSthya Yôga não tem nada a ver com “gurus”.</p>
<p><strong>O Yôga é uma espécie de ginástica?</strong></p>
<p>Não. O Yôga não é nenhum tipo de ginástica nem modalidade alguma de Educação Física. Uma prática completa de Yôga compreende técnicas emocionais, mentais, corporais, bioenergéticas etc., através de procedimentos orgânicos, respiratórios, relaxamentos, limpeza de órgãos internos, vocalizações, concentração, meditação. Ora, isso não pertence à área de Educação Física. Mesmo as técnicas corporais do Yôga não são atividade física nem desportiva e são completamente diferentes das da ginástica. Até as regras e os princípios são totalmente diversos. Vejamos alguns exemplos:</p>
<p>1 ) MOVIMENTO</p>
<p>• Na Educação Física o movimento e a repetição são elementos fundamentais. A boa forma, os efeitos e o bom rendimento dependem da repetição adequada.</p>
<p>• No Yôga, mais do que o movimento, o que importa é a permanência na fase crítica da técnica e, mais do que a repetição do mesmo procedimento, importa a diversificação das técnicas, ainda que possam ser convergentes com relação aos efeitos proporcionados.</p>
<p>2 ) AQUECIMENTO</p>
<p>• Na Educação Física é imprescindível um bom aquecimento muscular prévio para evitar distensões.</p>
<p>• No Yôga não se faz aquecimento prévio, mesmo que esteja muito frio. Apesar disso, no Yôga não se observam distensões. O fenômeno explica-se, em parte, pela ampla consciência corporal desenvolvida pelo praticante, que passa a conhecer perfeitamente seus limites e sabe que não deve excedê-los e, em parte, pela sofisticada tecnologia desenvolvida empiricamente durante cinco mil anos de experiência.</p>
<p>Ocorre que, quando as fibras musculares são aquecidas, dilatam-se, dando a falsa impressão de maior flexibilidade, mas depois voltam a se contrair pelo esfriamento no final do exercício. No SwáSthya Yôga não utilizamos aquecimento, o que faz com que as fibras musculares desenvolvam um alongamento real, definitivo, mesmo quando o corpo estiver frio.<br />
Isso também fundamenta fisiologicamente o fato comprovado de que a performance conquistada pelo praticante de Yôga incorpora-se definitivamente ao seu patrimônio corporal e ele, mesmo parando de seguir um programa regular de prática, não perde a boa forma durante meses ou anos, dependendo do nível de adiantamento obtido na fase de treinamento intensivo.</p>
<p>Assim, quando um praticante de Yôga é surpreendido por um incidente físico conta com um organismo muito bem condicionado a reagir sem a necessidade de aquecimento prévio. Como um gato, fica instantaneamente em condições neurológicas e endócrinas para enfrentar o desafio. Depois, volta rapidamente à calma.</p>
<p>3 ) ÁREAS ATINGIDAS</p>
<p>• A Educação Física atinge prioritariamente músculos e articulações. Depois, o sistema cardiovascular. Só secundariamente, o resto do organismo. A mente não é trabalhada e limita-se a receber o benefício da higiene mental, o &#8220;mens sana in corpore sano&#8221;. Mas não há exercícios mentais nessa especialidade que se propõe a uma educação física.</p>
<p>• No Yôga é exatamente o inverso. Os efeitos começam se processando nas áreas mais profundas e afloram até chegar ao organismo. Nele, manifestam-se inicialmente nos sistemas nervoso e endócrino. Depois, no sistema circulatório e nos órgãos internos. Só por último os resultados chegam às demais partes do organismo.</p>
<p>4 ) RESPIRAÇÃO</p>
<p>• Na Educação Física dá-se uma razoável importância à respiração, porém não há uma tecnologia respiratória específica. Basta fazer respirações profundas. Permite-se respirar pela boca. Tradicionalmente (ainda hoje) é comum que o treinador mande o desportista encher de ar a parte alta do tórax em detrimento da região diafragmática, que é a mais importante pela quantidade maior de ar que comporta.</p>
<p>• No Yôga, uma das primeiras coisas é reaprender a respirar. Respirar sempre pelas narinas, fora os casos excepcionais. Fazemos treinamento para dominar eletivamente os músculos respiratórios abdominais numa circunstância, intercostais noutra, subclaviculares noutra e assim por diante. Controlamos diferentes ritmos para distintos objetivos, e acoplamos a determinadas técnicas respiratórias a contração deste ou daquele plexo ou glândula endócrina, a fim de dinamizar o efeito da técnica.</p>
<p>Utilizamos 46 respiratórios diferentes e mais alguns que não podem sequer ser ensinados por livros, tal o poder que possuem e também devido à sua capacidade de despertar para-normalidades. Estas, as paranormalidades, também não fazem parte do currículo de Educação Física!</p>
<p>5 ) GASTO DE ENERGIA</p>
<p>• Na Educação Física tudo produz consumo de energia, sem o quê os efeitos não se processam.</p>
<p>• No Yôga, em sete oitavos da prática (sete em oito tipos de técnicas) o dispêndio de energia é próximo de zero. Em todos os oito feixes de técnicas capta-se, gera-se, canaliza-se ou armazena-se energia solar, telúrica e pránica de diversos tipos, das mais variadas fontes limpas e inesgotáveis.<br />
Por isso as técnicas de Yôga são agradáveis e não cansam. Mesmo sem esforço os efeitos ocorrem com intensidade, desde o primeiro dia.</p>
<div id="attachment_36" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-36" title="rodrigo-vivas-ani-dupont-yoga-porto-alegre" src="http://www.yogaportoalegre.com/wp-content/uploads/2011/02/rodrigo-vivas-ani-dupont-yoga-porto-alegre.jpg" alt="" width="300" height="240" /><p class="wp-caption-text">Instrutores Ani Dupont e Rodrigo Vivas</p></div>
<p><strong>O Yôga é melhor que Educação Física?</strong></p>
<p>São duas coisas completamente diferentes. Portanto, nenhuma é melhor que a outra. Todo praticante de Yôga deveria fazer algum esporte e todo desportista deveria complementar com o SwáSthya Yôga.</p>
<p><strong>Então, o praticante de Yôga pode fazer ginástica, musculação, dança e artes marciais?</strong></p>
<p>Pode e deve. São coisas completamente independentes do Yôga, contudo, consideramo-los bons, saudáveis e eficientes naquilo a que se propõem. O Yôga tem propostas diferentes, mas não divergentes.</p>
<p><strong>Mas a ginástica não prejudica o Yôga?</strong></p>
<p>Não. Alguns praticantes declaram que a partir do momento em que começaram a fazer ginástica sentiram que a flexibilidade reduziu, porém isso não chega a constituir problema.</p>
<p>Basta fazer uma boa sessão de alongamento após a aula de ginástica, musculação, dança ou artes marciais e a sua flexibilidade será preservada. Ou, ainda no local da prática esportiva, deixar o corpo esfriar executando ásanas do Yôga. Aliás, dá na mesma, pois o &#8220;<em>alongamento</em>&#8221; nasceu do Yôga. É nada mais do que um dos muitos aspectos da parte orgânica do Yôga. Confira declaração no livro <em>Alongue-se</em>, de Bob Anderson, página 66 e compare os exercícios que ele ensina com as técnicas de Yôga.</p>
<p>Sobre alongamento e flexibilidade, o ilustre Prof. Dr. Estélio Martins Dantas, ex-preparador físico da Equipe Brasileira Feminina de Ginástica Olímpica, declara em seu artigo <em>Flexibilidade versus Musculação</em> publicado na revista <em>Sprint </em>de maio/junho de 1985, referindo-se aos métodos utilizados em Educação Física:</p>
<blockquote><p><span style="font-style: normal;"> &#8220;Método Ativo (&#8230;) consiste em realizar três a quatro séries com dez a vinte repetições cada uma. Devido a constantes estiramentos, ativa os fusos musculares provocando contração muscular e tornando o trabalho mais difícil e doloroso.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-style: normal;"> &#8220;Método Passivo &#8211; consistindo em posições estáticas, foi inspirado no Yôga. Além de ser 20% mais eficiente que o método ativo (Oliveira-1980), segundo De Vries, citado por Kuntzleman (1978), </span>&#8216;representa menos perigo de dano tecidual, tem menor demanda energética e faz prevenção e/ou consegue aliviar a tensão e a dor muscular.&#8217;<span style="font-style: normal;">&#8220;</span></p>
<p><span style="font-style: normal;"> &#8220;Atualmente, principalmente em ginástica olímpica vem sendo empregado este método com permanências extra-longas (em torno de 5 minutos).&#8221;</span></p></blockquote>
<p><strong>O Yôga é terapia?</strong></p>
<p>Não. Afirmar que o Yôga é terapia é o mesmo que declarar que natação ou tênis são terapias. Algumas pessoas podem praticar tênis como &#8220;uma verdadeira terapia&#8221; ou natação para asma, mas isso não pode desvirtuar a verdadeira natureza do tênis ou da natação, que é a de esporte.</p>
<p>Da mesma forma há quem explore a yôgaterapia, que não é Yôga e sim um sistema medicinal inspirado no Yôga. Esse fato não deve desfigurar a identidade do Yôga, que é sabidamente uma filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias classificam o Yôga como filosofia.</p>
<p>Para uma pessoa saudável, o Yôga aprimora sua saúde de tal forma que constitui uma excepcional profilaxia, eliminando enfermidades futuras, antes mesmo que se manifestem. Para um praticante que passe por um problema de saúde temporário, o Yôga tem a propriedade de reduzir verticalmente a intensidade do mal passageiro e restituir a saúde do yôgin muito rapidamente. No entanto, não se deve procurar o Yôga só quando se está precisando.</p>
<p><strong>Mas os médicos não recomendam aos seus pacientes a prática do Yôga?</strong></p>
<p>Hoje já verificamos uma tendência dos médicos a só indicar o Yôga para pacientes saudáveis e mais jovens. Pessoas que precisam se exercitar ou administrar o stress, mas não são o que se pode classificar como &#8220;doentes&#8221;.</p>
<p>O Yôga Pré-Clássico (o mais antigo) não menciona finalidades terapêuticas. Tais referências só surgem lá pela Idade Média, cerca de 4000 anos após a origem dessa filosofia. Portanto, isso não faz parte da proposta original do Yôga.</p>
<p>Não basta cuidar dos sintomas mediante um tratamento limitado a mascarar cada uma dessas manifestações. Elas podem ceder, mas voltam. Ou então, estouram noutro lugar. É como se o stress fosse um assaltante na sua casa e disparasse o alarme, mas você preferisse, em vez de tratar da causa, desligar o alarme já que ele faz barulho e incomoda. Podemos aliviar os sintomas, desde que também cuidemos das causas. Isso, o Yôga nos proporciona.</p>
<p>Ensinar Yôga a enfermos ou para a terceira idade obrigaria a adaptação e simplificação das técnicas, tornando-as obsessivamente leves e passivas. Esse procedimento afastaria da escola que assim procedesse, o público jovem e saudável para o qual nossa arte foi criada e deixaria no seu lugar os idosos e doentes. Como seqüela final, essas práticas simplificadas não teriam poder suficiente para produzir os efeitos a que o Yôga se propõe: kundaliní e samádhi.</p>
<p><strong>Se assim é, há algum motivo pelo qual os livros de Yôga relacionam tantos efeitos terapêuticos?</strong></p>
<p>Sim: eles existem. Negá-los seria mentir. Porém, é preciso esclarecer que são efeitos colaterais, acidentes de percurso e que a proposta do Yôga não é essa.</p>
<p><strong>Para que serve o Yôga?</strong></p>
<p>Essa pergunta faz tanto sentido quanto esta outra: para que serve a dança? Ou, para que serve jogar golfe? Ou, ainda, para que serve tocar piano ou pintar um quadro?</p>
<p>Não se deve pensar no Yôga em termos de &#8220;toma lá, dá cá&#8221;. Não devemos ir ao Yôga em busca de benefícios (nem físicos, nem – muito menos – espirituais!). Devemos ir ao Yôga se já há algo dentro de nós que nos impele a ele tal como impele o artista a pintar.</p>
<p>Freqüentemente confundem-se os meios com o fim. O fim, ou meta, em qualquer tipo de Yôga, é o autoconhecimento proporcionado pelo samádhi. Mas como via para atingir esse estado de hiperconsciência, de megalucidez, o SwáSthya Yôga proporciona uma gama de efeitos preliminares que servirão de reforço da estrutura biológica, incrementando a vitalidade, a saúde, a energia e a longevidade para que o yôgin consiga atingir a meta.</p>
<p>Tais benefícios corporais (musculares, articulares, circulatórios, neurológicos, endócrinos) não passam de efeitos colaterais, simples conseqüências secundárias, meras migalhas que caem da mesa principal. Quem se dedica ao SwáSthya Yôga em função dos seus efeitos é como se tivesse sido convidado para uma festa maravilhosa, com gente lindíssima e, ao invés de ir ao epicentro da recepção, tivesse ficado na cozinha, faturando os salgadinhos, e achando que estava sendo muito esperto por levar essa &#8220;vantagem&#8221;.</p>
<p><strong>Está bem. A pergunta anterior foi mal formulada. O que todo o mundo quer saber é: quais são os efeitos secundários do SwáSthya Yôga que fazem bem à saúde?</strong></p>
<p>O SwáSthya proporciona uma flexibilidade espantosa e um excelente fortalecimento muscular. Com suas técnicas biológicas beneficia a coluna vertebral, e todos os órgãos.</p>
<p>É muito freqüente o iniciante exclamar que logo após as primeiras sessões ficou livre de uma enxaqueca que o atormentara durante dias, ou que libertou-se de uma asma de anos, resistente a todos os tratamentos, ou ainda que estava curado de uma dor nas costas atribuída a algum suposto problema de coluna, cujas terapias anteriores só serviram para aliviar temporariamente, mas sem resultados definitivos.</p>
<p>Na verdade, os efeitos rápidos sobre as úlceras, a hipertensão, a insônia, a impotência sexual, as dores de cabeça ou das costas podem ser muito mais facilmente explicados se os atribuirmos à redução de stress. Administrando a tensão emocional, nervosa e muscular, podemos aliviar uma vasta gama de sintomas que são apenas sinais de alarme, mas não chegam a ser, ainda, enfermidades na acepção do termo.</p>
<p>Acontece que a relação custo/benefício do Yôga é muito vantajosa uma vez que, não sendo terapia e sim uma prática, o preço é considerado irrisório comparado com o que cada praticante já despendeu anteriormente tentando outros recursos.</p>
<p>COMO FUNCIONA.</p>
<ul>
<li>Os ásanas regulam o peso por estimulação da tireóide, oxigenação cerebral pelas posições invertidas, consciência corporal, coordenação motora e alongamento muscular que auxiliará outros esportes.</li>
<li>Os kriyás promovem a higiene interna, das mucosas do estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios, das conjuntivas, etc.</li>
<li>Os bandhas prestam um massageamento aos plexos nervosos, glândulas endócrinas e órgãos internos.</li>
<li>Os pránáyámas fornecem uma cota extra de energia vital, aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções, permitem o contato do consciente com o inconsciente e ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.</li>
<li>Os mantras, em primeira instância aplicam vibração de sons e ultra-sons para desesclerosar meridianos energéticos; em segunda instância permitem equilibrar os impulsos de introversão/extroversão e dinamizar chakras; em terceira instância, ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais para conquistar uma boa concentração e meditação.</li>
<li>O yôganidrá é o módulo de relaxamento, que auxilia a todos os anteriores e, juntamente com os demais angas da prática, implode o stress.</li>
<li>O samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos) proporciona a megalucidez e o autoconhecimento.</li>
</ul>
<p>Estes efeitos, e muitos outros, são simples conseqüências de práticas e procedimentos. Ocorrem como resultado natural de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se aprendemos a respirar melhor, relaxar melhor, dormir melhor, comer melhor, excretar melhor, fazer exercícios moderados e manifestar uma sexualidade melhor, os frutos só podem ser o incremento da saúde e a redução de estados enfermiços.</p>
<p>O PRATICANTE QUE QUER BENEFÍCIOS.</p>
<p>Existem dois tipos de praticante: um que vem buscando benefícios e outro que vem buscando Yôga. Cada qual vai encontrar o que veio buscar. Para o instrutor, o praticante que deseja Yôga e não vantagens pessoais é mais gratificante. Isso não significa que vamos recusar nem discriminar o outro. Esperamos simplesmente reeducá-lo para conscientizar que uma coisa nobre é o Yôga e outra bem inferior são seus efeitos.</p>
<p>O praticante que quer o Yôga e não meramente os seus benefícios, lê, pesquisa, investe, dedica-se. Já o que busca efeitos, esse não está se importando com a seriedade ou autenticidade do método, encorajando, dessa forma malsã, a disseminação de ensinantes sem formação nem habilitação, mas que saibam prometer benefícios.</p>
<p>O sádhaka que busca benefícios não valoriza os estudos mais profundos nem as sofisticações técnicas que seu instrutor se esforça por oferecer. Ele quer benefícios e tanto faz se o método é autêntico ou não, desde que consiga usufruir dos efeitos. Mesmo que eles sejam produto de uma mistura exótica e apócrifa que nada tenha a ver com o Yôga.</p>
<p>Agora, imagine uma outra situação, conseqüência da atitude acima descrita. Suponha que você é um professor de Ballet Clássico e, cada vez que vá ensinar uma técnica mais elaborada para tornar seu aluno um bailarino de verdade e não um mero iludido, ele reclame:</p>
<p>– Ah! Professor, não exija tanto de mim. Eu não estou aqui para aprender a dançar. Vim só para emagrecer.</p>
<p>E um outro:</p>
<p>– Eu também não quero dançar. Só quero melhorar da coluna.</p>
<p>E outro mais:</p>
<p>– Já não estou em idade de dançar. Meu médico me mandou aqui para tratar da asma.</p>
<p>No final, você é professor de dança, mas ninguém quer aprender a dançar, pois estão todos de olho só nos benefícios para a saúde! Que frustração! Isso é o que ocorre sistematicamente com os instrutores de Yôga.</p>
<p>Por essa razão não gostamos de falar sobre os superlativos benefícios que a prática do Yôga pode proporcionar. Quem vem praticar conosco é porque entendeu nossa proposta e já sabe o que quer.</p>
<p><strong>Parando de praticar o Yôga os efeitos cessam? Em quanto tempo perde-se a boa forma?</strong></p>
<p>Você praticamente não sai de forma. Os progressos são incorporados ao seu patrimônio corporal. Tenho acompanhado casos de pessoas que pararam de executar as técnicas durante até dez anos e a boa forma, a flexibilidade e a musculatura foram muito bem conservadas.</p>
<p>Antes que você queira julgar o Yôga pelos parâmetros da Educação Física, lembre-se de que Yôga não é atividade física nem desportiva, não é ginástica, nem esporte. Segue princípios e leis absolutamente distintos dos da Educação Física.<br />
Para preservar por tempo indeterminado os efeitos obtidos com o Yôga é necessário apenas que antes de parar você tenha praticado durante um período razoavelmente longo, a fim de atingir um bom nível de adiantamento.</p>
<p><strong>O Yôga é só para homens?</strong></p>
<p>Na Índia, seu país de origem, o Yôga é uma arte de cavalheiros. Muito raro é encontrar-se uma senhora indiana praticando em uma escola ou ashram, a não ser nos grandes centros como New Delhi. Se alguém lhe pedisse para citar dez autores de Yôga hindus, é bem provável que você citasse dez homens e nenhuma mulher.</p>
<p>No Ocidente homens e mulheres praticam normalmente, assim como podem se dedicar ao Karatê que é outra arte oriental destinada originalmente aos homens.</p>
<p><strong>O Yôga não é uma modalidade suave, muito parada? Uma espécie de relaxamento?</strong></p>
<p>O Yôga Antigo não é uma espécie de relaxamento. Ele é biológico, não cansa e não agride músculos, ligamentos ou vértebras. Contém técnicas de relaxamento, mas elas constituem apenas uma pequena parte. O que ocupa a maior parte do tempo de uma prática regular são os outros procedimentos, tais como os respiratórios, as técnicas orgânicas, a concentração, os mantras, a meditação etc.</p>
<p><strong>O Yôga não deve servir só para orientais, já que foi criado na Índia e nós ocidentais somos diferentes?</strong></p>
<p>Diferentes em quê? Na anatomia e fisiologia? Sabemos que não. O mesmo alimento nutre tanto a um ocidental quanto a um oriental. O mesmo veneno mata os dois. O mesmo remédio cura a ambos.</p>
<p>Ah! Então, é psicologicamente que somos diferentes? Também não. Não existe uma psicologia para ocidentais e outra para orientais: é uma e única para todos.</p>
<p>Afirmar que Yôga não funciona para ocidentais por ter sido criado no Oriente é estultícia. Seria o mesmo que afirmar que Judô, Karatê, Kung-Fu não funcionam para nós por terem sido criados por orientais.</p>
<p>Aliás, o papel, a seda, a bússola, a pólvora, o macarrão, o jogo de xadrez, a roda, a massagem, a acupuntura, a matemática, os algarismos &#8220;arábicos&#8221; (na verdade índicos), o conceito do zero, a química, a astronomia, a medicina&#8230; tudo isso foi criado pelos orientais. Até o Cristianismo veio do Oriente! Devemos então supor que todas essas coisas não servem para nós?</p>
<p>Isso de dizer que orientais são diferentes dos ocidentais constitui apenas um pretexto separatista entre seres humanos para justificar os atos de violência física ou moral contra nossos irmãos orientais, negros, índios, judeus, latinos etc. tais como guetos, colonialismo, apartheid.</p>
<p style="text-align: right;"><em> “Quando vós nos feris não sangramos nós? Quando nos divertis não rimos nós? Quando nos envenenais, não morremos nós? Se somos como vós em todo o resto, nisso também seremos semelhantes.”</em><br />
(Shakespeare, O Mercador de Veneza Ato III cena 1)</p>
<p><strong>Mas o Yôga foi criado há muito tempo e não há de servir para o homem moderno que vive noutra realidade cultural.</strong></p>
<p>Poderíamos nos reportar à resposta anterior e perguntar se todas aquelas criações dos orientais surgidas há centenas e há milhares de anos ainda estão atualizadas e se ainda servem para nós&#8230;</p>
<p>Mas, vou preferir abrir mais uma comporta no bom senso. O homem contemporâneo não é nem um pouco diferente dos seus ancestrais de 5000 anos.</p>
<p>Um antigo filósofo grego escreveu, antes de Cristo, que não gostava da vida nas grandes cidades devido à poluição sonora, excesso de fumaça, gente demais, tráfego engarrafado, muita violência e corrupção. Ora, isso não mudou nada.</p>
<p>Nas escolas de oficias das Forças Armadas estudam-se as guerras de há quatro mil anos, apesar dos avanços tecnológicos na área bélica, já que a estratégia militar é praticamente a mesma até hoje. A História se repete. Há, inclusive, um DeRose Sútra que diz: “<em>Há dois mil anos, o povo se satisfazia com pão e circo. Hoje, contenta-se com pain au chocolat e Cirque du Soleil.</em>” Continua tudo igual!</p>
<p>O Homem não evolui tão depressa e continua sendo o mesmo. Aliás, por ironia, o tronco que está fazendo superlativo sucesso no século XXI é justamente o Pré-Clássico: para o Homem moderno, o método que mais agrada é precisamente o mais antigo. Denomina-se Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, denominado SwáSthya, após a codificação.</p>
<p><strong>O que é o SwáSthya?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga Antigo.</em></strong></p>
<p>O SwáSthya alcançou grande notabilidade, pois representa o reconhecimento de uma estirpe muito mais ancestral do que o Yôga Clássico. O SwáSthya é a sistematização da linhagem Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, pré-clássica, pré-ariana, pré-vêdica, proto-histórica: a mais antiga, portanto, extremamente autêntica.</p>
<p>O fato é que jamais alguém se deteve a estudar o Yôga primitivo do povo drávida, que floresceu em Mohenjo Daro, no Vale do Indo, a noroeste da Índia. Os atuais hindus são descendentes dos arianos que chegaram milhares de anos depois e subjugaram os drávidas. A partir de então, tudo o que se referia à cultura dravidiana foi condenado à exclusão e ao esquecimento. O Yôga sobreviveu graças à sua arianização, o que equivale a dizer, graças à sua deturpação. Mediante a inversão diametral dos valores comportamentais antes vigentes no Vale do Indo, ele se adaptou deixando de ser tântrico para ajustar-se à nova ordem brahmáchárya e, assim, tornou-se aceito pelos áryas vitoriosos na grande guerra de ocupação.</p>
<p>Por isso, quando apresentamos a primeira sistematização mundial do SwáSthya ocorreu algo como uma revolução na história do Yôga. O mais interessante é que todos os fatos sobre os quais trabalhei eram dados conhecidos e publicados há tempos em obras conceituadas sobre História, Arqueologia, Antropologia, Yôga, Sámkhya etc. Se houve algum mérito ele foi apenas o fato de combinar essas informações de tal forma que ninguém pudesse negar suas conclusões.</p>
<p>Os que tentam contestá-las fazem-no mediante um discurso tão visivelmente emocionalizado e sem apresentar nenhuma documentação legítima, que perdem a credibilidade.</p>
<p>Sobre isso, não admita questionamentos gratuitos, nem blefes. Exija que o eventual contestador apresente provas, ou seja, um livro contendo os elementos fundamentais da nossa estrutura, conforme estudaremos na próxima questão, e com data de publicação anterior à do nosso Prontuário de SwáSthya Yôga.</p>
<p>O livro mais antigo que encontramos sobre um Yôga possivelmente aparentado com o nosso chama-se SwáSthya aur Yôgásana e foi publicado na Índia na década de 80, portanto, muitos anos depois do Prontuário de SwáSthya Yôga ter tido várias edições no Brasil (desde a década de 1960) e na Europa, anos depois dessa obra ter sido introduzida nos mosteiros e bibliotecas públicas da Índia.</p>
<p><strong>Em que consiste o SwáSthya Yôga?</strong><br />
O SwáSthya tem três características principais:<br />
A. sua prática extremamente completa, em oito módulos;<br />
B. a introdução do conceito das regras gerais de execução;<br />
C. a execução das técnicas (ásanas, mudrás, bandhas etc.), formando seqüências encadeadas ou coreográficas.</p>
<p>A.<br />
A prática regular em oito partes denomina-se ashtánga sádhana e é constituída por:<br />
1. mudrá (gesto reflexológico feito com as mãos);<br />
2. pújá (retribuição ética de energia);<br />
3. mantra (vocalização de sons e ultra-sons);<br />
4. pránáyáma (expansão da bioenergia através de respiratórios);<br />
5. kriyá (atividade de purificação das mucosas);<br />
6. ásana (técnica orgânica);<br />
7. yôganidrá (técnica de descontração);<br />
8. samyama (concentração, meditação e samádhi)</p>
<p>B.<br />
Com a sistematização do SwáSthya, pela primeira vez na História aparece referência a regras gerais de execução em um livro de Yôga. São regras de respiração, de permanência, de repetição, de localização da consciência e mentalização. Consulte as regras no livro Tratado de Yôga.</p>
<p>C.<br />
Resgatando uma forma primitiva, perdida na noite dos tempos, é reintroduzida a execução sem repetição e com passagens que estabelecem encadeamentos, constituem<br />
movimentos de ligação entre as técnicas, permitindo melhor fluidez, numa seqüência que se convencionou chamar de coreografia.<br />
Para compreender melhor, recomendamos que o leitor assista o DVD da Companhia SwáSthya de Artes Cênicas, disponível gratuitamente no nosso site www.Uni-Yoga.org. O que você vai ver é um espetáculo de arte e beleza que transcende sua mais fértil imaginação sobre a imagem das técnicas do Yôga.</p>
<p><strong>Como foi realizada a sistematização do SwáSthya Yôga?</strong></p>
<p>Ela foi inspirada diretamente nos Shástras e meditando na obra dos Mestres que nos precederam.</p>
<p><strong>Yôga não aliena? Quer dizer, quem faz Yôga não fica meio alheado, não pára de freqüentar os amigos, não rompe com a família, não deixa o emprego, não pára de ler jornais e fica só falando de Yôga e ouvindo música suave?</strong></p>
<p>É lamentável que haja quem pense assim. Isso tudo que a pergunta enumerou são sintomas de uma pessoa portadora de distúrbios de personalidade, que provavelmente precisa de cuidados psiquiátricos.<br />
Quem pratica a Nossa Cultura não age assim. A palavra Yôga significa união, integração. Ora, integração é o oposto de alienação. A proposta da nossa filosofia é integrar o homem. Isso inclui integrá-lo ao seu meio social, familiar, profissional, cultural. O yôgin é uma pessoa que está além e não aquém. Para começar, ele não se comporta nem se veste diferente dos demais, nem chama atenção sobre si.</p>
<p><strong>Já que os yôgins não se vestem diferentemente, quem são aquelas pessoas que andam vestidas de indianos pelas ruas, cada qual com uma vestimenta mais exótica?</strong></p>
<p>Consideramos que cada qual tem a liberdade de se vestir como bem entender, mas, em geral, quem ultrapassa os limites do bom senso ou está sendo enganado ou está querendo enganar. Tais pessoas, quase sempre são adeptos de seitas. Isso não tem nada a ver com a nossa proposta.</p>
<p>Muita atenção: mesmo que algum movimento desses declare que se dedica ao Yôga isso não pode ser verdade, já que esta filosofia não é seita e não aprova ideologias radicais nem fanatismo.</p>
<p>O que ocorre é que nosso Método conta com uma fama muito grande e tem gente esperta que quer faturar em cima. Se essa gente abrisse o jogo e confessasse ser de uma seita interessada em aliciar adeptos e doutrinar pessoas, todo o mundo simplesmente se poria na defensiva e recusaria a catequese. Mas, como dizem tratar-se de Yôga, você lhes dá uma chance e ouve o que eles têm a dizer.</p>
<p>A partir de hoje, já sabe: vestiu-se diferente, não tem nada a ver com o Yôga. Na Índia vestimo-nos como indianos; na Europa, como europeus; no Brasil, como brasileiros.</p>
<p><strong>Mas os homens que praticam essa modalidade costumam usar barba&#8230;</strong></p>
<p>Como dizia Mark Twain, &#8220;<em>toda generalização é perniciosa&#8230; inclusive esta!</em>&#8221;</p>
<p>Quem cultiva a barba não é por causa desta tradição ancestral. Para seu governo, hindu não usa barba: usa bigode. Quem ostenta umas belas barbas são os sikhs, mas eles tradicionalmente não fazem Yôga (a não ser os sikhs ocidentais!). Yôga é uma tradição hindu e há séculos existe um estado de animosidade entre sikhs e hindus.</p>
<p><strong>O Yôga reprime? Ouvi dizer que os adeptos não dançam, não podem comer de tudo e não podem ter uma vida sexual plena e saudável.</strong></p>
<p>A metodologia que ensinamos não reprime e não proíbe coisa alguma. O que reprime é o sistema comportamental ariano denominado brahmáchárya. Após a ocupação ariana os indianos adotaram maciçamente o brahmáchárya e isso faz crer aos menos informados que tudo o que venha da Índia compreenda tal comportamento, mas não é assim. Yôga é uma coisa e brahmáchárya é outra.</p>
<p>Na Cultura que propomos não há restrições à liberdade das pessoas. Orientamos, mas dentro do respeito pela liberdade de escolha. Cada um come o que quiser e faz da sua sexualidade o que considerar mais adequado.</p>
<p>Quanto a dançar, Shiva, o criador do Yôga, era um dançarino que tinha o título de Natarája, &#8220;rei dos bailarinos&#8221;. Em sua representação tradicional aparece dançando dentro de um círculo de fogo e pisoteando a ignorância, essa mesma ignorância que leva algumas pessoas a divulgar concepções errôneas sobre a metodologia que ensinamos.</p>
<p>Com relação às atitudes estranhas ou repressoras, tal responsabilidade cabe muito mais à fantasia de uma mente conflitada e ao fanatismo típico de um praticante mal orientado.</p>
<p><strong>Quer dizer que para praticar não sou obrigado a ser vegetariano?</strong></p>
<p>A filosofia que preconizamos não obriga a coisa alguma. No entanto, todos os esportes e até profissões têm um tipo de alimentação especialmente recomendada. Imagine se um executivo poderia ter a mesma alimentação de um estivador ou vice-versa. Ambos renderiam menos e teriam sua expectativa de vida abreviada.</p>
<p>Inclusive no esporte, cada modalidade tem uma alimentação específica. Por exemplo, a dieta do corredor é diferente da do fisiculturista. Mas a coisa ainda não é tão simples.</p>
<p>Entre os corredores, a alimentação do de 100 metros rasos é uma e a do maratonista, outra. O primeiro precisa de explosão, tem que ter em seus músculos elementos nutricionais capazes de se transformar em grande quantidade de energia em poucos segundos. O outro precisa que suas reservas não se queimem nem em segundos nem em minutos. É necessário um regime de lenta combustão para que o maratonista perfaça os quilômetros a que se propôs e tenha energia até o final.</p>
<p>No que concerne aos que se exercitam com pesos, também verifica-se a necessidade de uma alimentação específica para quem se dedica à hipertrofia muscular e outra bem distinta para os que trabalham para definir a musculatura.</p>
<p>E assim sucessivamente, com detalhes e minúcias assombrosas. Alguns desportistas não estão levando muito a sério essas filigranas nutricionais. Como conseqüência, temos acompanhado o baixo rendimento dos Latino-americanos nas Olimpíadas, perante outras nações que dão mais atenção à dieta do desportista.</p>
<p>Muita gente diz que quer adotar a Nossa Cultura, desde que ela não interfira nos seus hábitos. Acontece que tudo o que você for fazer seriamente, interfere. Se você pretende aprender um instrumento musical, pintura ou esporte, qualquer uma dessas coisas vai alterar os seus hábitos. Modificará até pequenos detalhes como a sua maneira de falar, vestir-se, pentear-se ou cortar as unhas!</p>
<p>O sistema que aplicamos não proíbe nada e não obriga a coisa alguma. Você pode comer de tudo. Mas se quiser aproveitar a totalidade do que o método tem para lhe oferecer, recomenda-se uma alimentação específica, mais biológica, que proporcione determinados nutrientes necessários em função quantidade de energia, do teor de consumo de oxigênio e de gorduras, da quantidade/qualidade de proteínas, vitaminas e sais minerais, do coeficiente de resíduos deixados no organismo etc.</p>
<p>Nossa alimentação específica será mencionada na questão correspondente. Nesta, só foi perguntado se o Yôga obriga o praticante a tornar-se vegetariano. A resposta é: não obriga.</p>
<p><strong>A alimentação preconizada é a natural ou a macrobiótica?</strong></p>
<p>Nenhuma das duas. Recomendamos o vegetarianismo como seu sistema alimentar. Deve-se, contudo, evitar a rotulagem já que as pessoas menos cultas pensam que vegetariano só ingere salada (isso é o que vegetariano menos aprecia!). Ou que vegetariano come carnes&#8230; brancas!</p>
<p>Como o vegetarianismo autêntico quase não tem diferença da alimentação comum, a não ser pela ausência de bichos mortos, sugerimos que o interessado em seguir tal experiência não se rotule. Em qualquer restaurante, pizzaria ou até mesmo churrascaria, simplesmente peça o que desejar. Jamais, mas jamais mesmo, pronuncie a palavra mágica<br />
&#8220;vegetariano&#8221;. É como se, ao pronunciá-la, você estivesse convidando os presentes a debater ou gracejar.</p>
<p>Se alguém tentar discutir alimentação com um vegetariano, ainda que cordialmente, a atitude correta é dar um corte no assunto, com toda a gentileza*. Não queremos doutrinar ninguém. Mas também não admitimos invasão da nossa privacidade. Cada qual que coma o que bem entender.</p>
<p>E nada de embaralhar com outros sistemas. Constitui gafe imperdoável convidar um praticante da nossa tradição cultural para uma refeição macrobiótica: ela é nada menos que a corrente alimentar mais agressivamente oposta ao sistema nutricional do Yôga.</p>
<p>* Para maiores esclarecimentos, leia o nosso livro <strong><em>Alimentação Vegetariana: chega de abobrinha!</em></strong> E também:<br />
<strong><em> Dieta del Yôga</em></strong>, Edgardo Caramella, Editorial Kier.<br />
<strong><em> O Gourmet Vegetariano</em></strong>, Rosângela de Castro, edição da autora.</p>
<p><strong>E com relação às drogas?</strong></p>
<p>Nesse particular somos bem categóricos. Yôga e drogas definitivamente não combinam.</p>
<p><strong>Qual é o perfil de um praticante?</strong></p>
<p>Entre os nossos alunos sempre houve pessoas de ambos os sexos em proporção semelhante e pessoas de todas as idades, profissões, raças e credos.</p>
<p>Nos últimos anos nosso trabalho vem sendo mais procurado por estudantes, empresários, executivos, profissionais liberais, desportistas, políticos e artistas.</p>
<p>A faixa de idade estabilizou-se entre 20 e 50 anos de idade. Algumas pessoas com menos, outras com mais. Quanto às religiões dos praticantes, notamos que cresceu bastante o número de adeptos de todas as religiões. Dentre os protestantes temos observado mais procura por parte dos adventistas e batistas. Os que não compreendem nossa filosofia e chegam a publicar matérias difamatórias são algumas seitas evangélicas. Mas isso se explica: algumas são pessoas humildes que pela injustiça social ficaram comprimidas na base da pirâmide cultural.</p>
<p>Em termos sócio-econômicos, nosso sistema de aprimoramento pessoal é mais procurado pelas classes culturais A e B. A classe C gosta de Yôga, mas poucos desse grupo o praticam em escolas especializadas por problemas econômicos. Por outro lado consomem muitos livros e CDs para praticar sozinhos. Já a classe D cultural não sabe o que é o Yôga, não faz parte do seu universo. Pensa que se trata de alguma espécie de seita, ou de ginástica, ou de terapia.</p>
<p>As profissões que mais procuram nossa escola são, em primeiro lugar, os engenheiros; depois, os advogados, médicos, dentistas, arquitetos, professores de educação física, dança e artes marciais. Os estudantes universitários também formam uma parcela expressiva.</p>
<p>Outra tendência observada nos últimos tempos foi a de muitos empresários e executivos descobrirem que nossos recursos podiam ajudá-los não apenas a administrar o stress, mas também aumentar sua produtividade e melhorar sua qualidade de vida. Por esse motivo, muitos deles introduziram o Método DeRose nas respectivas empresas.</p>
<p>Nos cargos de decisão e comando, ao controlar o stress, nossa metodologia reduziu os índices de esgotamento, estafa, úlceras, gastrite, pressão alta, enfarto, enxaqueca e insônia. No pessoal de escritório, ao combater o sedentarismo, eliminou dores nas costas, corrigiu alguns problemas de coluna, hemorróidas, sonolência depois do almoço e irritabilidade que atrapalhava as relações humanas entre os funcionários e emperrava a máquina administrativa. Entre os operários, aumentou a produtividade em cerca de 30%, pois oxigenou seus cérebros e lhes proporcionou mais concentração, o que reduziu os erros operacionais e os acidentes para quase zero. Em todos os escalões observou-se uma queda considerável nas faltas ao trabalho por motivos de saúde. Só de gripes, por exemplo, as faltas caíram pela metade.</p>
<p>Os profissionais ligados à área de esporte nos procuram uma vez que são beneficiados com o aumento de resistência, alongamento muscular, flexibilidade, know-how contra distensões, mais concentração e controle emocional.<br />
Os artistas descobriram que nossos recursos precipitam a sensibilidade e a criatividade. Aí, incluem-se os artistas plásticos, os da música e até os da publicidade. É enorme o número de cantores e atores de televisão que praticam conosco, sem falar nos locutores que vêm buscar as técnicas de respiração e mantra para educar a voz.</p>
<p>Os estudantes estão interessados no melhor aproveitamento com menos horas de estudo e no controle do sistema nervoso nas provas. Como vemos pelos exemplos acima, quase ninguém está interessado no Yôga em si. Quase todos querem só os benefícios utilitários que constituem apenas seus efeitos colaterais, simples migalhas. Nossa Cultura é superlativamente maior, mais importante e mais profunda do que esses pequenos benefícios.</p>
<p><strong>Qual a razão de termos uma imagem errada sobre essa filosofia?</strong></p>
<p>Acontece que temos imagens erradas sobre quase todas as coisas.</p>
<p>É preciso que a imprensa, o jornalismo, a televisão, o rádio, enfim, todos os profissionais da comunicação reconheçam a grande responsabilidade que têm sobre a opinião pública e assumam a boa vontade de esclarecer a população, fazendo um trabalho sério e corrigindo a imagem distorcida.</p>
<p>O Yôga é suficientemente sensacional por si só, não precisa do sensacionalismo. É lindo como espetáculo visual, não necessita do aspecto circense.</p>
<p>Mas seria necessário recorrer à consultoria somente de instrutores de Yôga diplomados, e jamais entrevistar leigos que se autodenominem &#8220;professores de yóga&#8221; sem ser formados, pois isso só embaralha mais e desinforma os leitores ou espectadores.</p>
<p>Quando se buscam esclarecimentos sobre medicina entrevista-se um médico formado e o mesmo ocorre com qualquer profissão. No caso do Yôga a imprensa dá ouvidos a curiosos, leigos e aventureiros ao invés de aplicar o cuidado ético de só veicular opiniões técnicas autorizadas. Isso está errado.</p>
<p>Próximo capítulo: <strong>o que é preciso para começar a praticar?</strong> (este texto estará disponível em breve. Descubra o que é preciso para começar a praticar antes disso: entre em <a href="http://www.yogaportoalegre.com/agende-sua-aula-experimental-de-yoga/">nosso rápido formulário para agendar a sua aula experimental</a>!)</p>
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